Coqueiros parecem vigias felizes
Que zombam do tempo que engole os humanos
E assim passam dias e meses e anos
Não cedem, não cansam, não tem cicatrizes
Mas o tempo aponta pra suas raízes
E as águas começam a se aproximar
Roendo as entranhas pra lhes derrubar
Que nem condenados, pendendo, penosos
Nos braços dos ventos morrendo orgulhosos
Cantando ciranda na beira do mar
(...)
Me sento nas pedras que nas marés cheias
As águas procuram pra se arremessar
Que nem combatentes que vem guerrear
Sem ter esperança de fama ou de glória
Se acabam em espuma, se apagam da história
Cantando ciranda na beira do mar
*do Siba.
Nenhum comentário:
Postar um comentário